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terça-feira, 11 de setembro de 2012

CAMPANHA 
"QUAL O PESO DA SUA QUALIDADE DE VIDA?
Viva a vida mais leve"

Durante os meses de agosto e setembro, realizamos a campanha na Diretoria e em algumas Unidades Escolares. Abaixo alguns tópicos discutidos nas atividades.

Hábitos alimentares

Nossos hábitos tem a ver com a nossa história pessoal, com a forma como nos relacionamos com as pessoas, com as situações sociais de que participamos e com o nosso corpo.

Você tem se alimentado de quê?

Frutas, angústias, verduras, alegrias, doces, raiva, frituras, amor, massas, culpa, fibras, frustração, proteínas, dependências, vitaminas, impotência, legumes, memórias?

Quais os benefícios da perda de peso?

- Menor risco de doenças cardiovasculares;
- Redução da glicemia em diabéticos;
- Redução do colesterol;
- Melhora na respiração;
- Melhor disposição;
- Redução significativa da pressão arterial em hipertensos;
- Melhora da auto-estima e humor;
- Redução das dores articulares;
- Equilíbrio da flora intestinal;
- Melhora da qualidade de vida.

Por onde começar as minhas mudanças?

- Observe o seu comportamento alimentar e reflita o que, quando, quanto e por que come. Elabore estratégias para melhorar seus hábitos;

- Escolha metas acessíveis de acordo com sua realidade e mude seus hábitos aos poucos, iniciando pela mudança que for mais fácil. Exemplo: se você bebe 2 copos de água por dia, aumente seu consumo gradativamente;

- Encontre prazer em atividades do dia-a-dia, não faça do alimento sua única fonte de prazer: pratique exercícios que você goste, mantenha atividades de lazer, passe momentos com a família e amigos, durma bem;

- Seja persistente: toda mudança de hábito exige esforço, mas mantenha foco no resultado esperado e não desista;

- Procure ajuda: existem profissionais capacitados para auxiliá-lo.

O vídeo abaixo mostra algumas causas do aumento do excesso de peso.





A Equipe multiprofissional do COM está disponível para ajudá-lo. Solicite uma aividade sobre o tema na sua escola  pelo telefone: 3866-3556.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

31 DE JANEIRO
DIA NACIONAL DE COMBATE E PREVENÇÃO A HANSENÍASE

Conhecendo a Hanseníase...

Doença causada pelo Bacilo de Hansen (Mycobacterium Leprae) que atinge a pele, os olhos e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto e orelhas. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo. Pode variar de 2 a até mais de 10 anos.A hanseníase, para fins de tratamento, pode ser classificada em:
• Paucibacilar – poucos bacilos -: até 5 lesões de pele
. Multibacilar – muitos bacilos -: mais de 5 lesões de pele.

Sinais e Sintomas:




• Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade;
• Área de pele seca e com falta de suor;
• Área da pele com queda de pêlos, especialmente nas sobrancelhas;
• Área da pele com perda ou ausência de sensibilidade ao calor, dor e tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber;
• Sensação de formigamento (Parestesias);
• Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés;
• Diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos.
• Úlceras de pernas e pés.
• Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.
• Febre, edemas e dor nas juntas.
• Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz.
• Ressecamento nos olhos.
Locais do corpo com maior predisposição para o surgimento das manchas: mãos, pés, face, costas, nádegas e pernas
Importante: Em alguns casos, a hanseníase pode ocorrer sem manchas.


Transmissão:
A transmissão se dá entre pessoas.  Uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB), estando sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis.
O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem porque a maioria tem capacidade de se defender contra o bacilo.
O contato direto e prolongado com a pessoa doente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, aumenta a chance da pessoa se infectar.

Importante: Assim que a pessoa doente começa o tratamento deixa de transmitir a doença. Ela não precisa ser afastada do trabalho, nem do convívio familiar e pode manter relações sexuais com seu parceiro ou parceira.

Fatores de risco para a hanseníase:

Apesar de muitas pessoas contraírem o bacilo poucas adoecem. Isso porque a maioria das pessoas tem boa resistência ao mesmo.
Situações de pobreza como precárias condições de vida, desnutrição, alto índice de ocupação das moradias e outras infecções simultâneas podem favorecer o desenvolvimento e a propagação da hanseníase.
Esta doença pode atingir pessoas de ambos os sexos em qualquer idade em áreas endêmicas. Entretanto, é necessário um longo período de exposição e apenas uma pequena parcela da população infectada, adoece.

Diagnóstico:


A confirmação do diagnóstico é feita pelo médico por meio de exame clínico, baseado nos sinais e sintomas detectados na observação de toda a pele, olhos, palpação dos nervos, avaliação da sensibilidade superficial e da força muscular dos membros superiores e inferiores. Em raros casos será necessário solicitar exames complementares para confirmação diagnóstica.

Como as pessoas podem suspeitar que estão com hanseníase:

Os sinais e sintomas mais freqüentes da hanseníase são manchas e áreas da pele com diminuição de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar em qualquer parte do corpo, principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.

Tratamento:
  

O tratamento específico é encontrado nos serviços públicos de saúde e é chamado de poliquimioterapia (PQT), porque utiliza a combinação de três medicamentos. O paciente vai ao serviço mensalmente tomar a dose supervisionada pela equipe de saúde, e pegar a medicação para as doses que ele toma diariamente em casa. O tempo para o tratamento varia de 06 meses a 02 anos. A regularidade do tratamento e o início mais precoce levam a cura da hanseníase mais rápida e segura.




 
Como prevenir a hanseníase:

Apesar de não haver uma forma de prevenção especifica,  existem medidas que podem evitar novos casos e as formas multibacilares, tais como:
• diagnóstico e tratamento precoces;
• exame das pessoas que residem ou residiram nos últimos cinco anos com o paciente;
• aplicação da vacina BCG.

Como se realiza a prevenção de incapacidades:


A prevenção de incapacidades (PI) é uma atividade que se inicia com o diagnóstico precoce, tratamento com PQT, exame dos contatos e BCG, identificação e tratamento adequado das reações e neurites (inflamação dos nervos) e a orientação de autocuidado, bem como apoio emocional e social.
A Prevenção de Incapacidades se faz necessária também em alguns casos após a alta de PQT (reações, neurites e  deformidades em olhos, mãos e pés). A avaliação neurológica, classificação do grau de incapacidade, aplicação de técnicas de prevenção e a orientação para o autocuidado são procedimentos que precisam ser realizados nas unidades de saúde. Estas medidas são necessárias para evitar seqüelas, tais como: úlceras, perda da força muscular e deformidades (mãos em garra, pé caído-sem força para levantar o pé-, lagoftalmo – incapacidade parcial ou total de fechar as pálpebras). Recomenda-se o encaminhamento às unidades de referencia os casos que não puderem ser resolvidos nas unidades básicas.

Como proceder em caso que requer  reabilitação:



Os pacientes diagnosticados tardiamente e com deformidades físicas deverão ser encaminhados para unidades de referência onde poderão se beneficiar de tratamento adequado, como a cirurgia, exercícios pré e pós-operatórios e o autocuidado, bem como da indicação de próteses e/ou órteses.  O objetivo é proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas com hanseníase e/ou suas seqüelas.

Gravidez e o aleitamento:


A gravidez e o aleitamento materno não contra-indicam o tratamento poliquimioterápico da hanseníase que são seguros tanto para a mãe como para a criança. Alguns dos medicamentos podem ser eliminados pelo leite, mas não causam efeitos adversos importantes. Os lactentes, porém, podem apresentar a pele hiperpigmentada pela Clofazimina, ocorrendo à regressão gradual da pigmentação, após a parada do tratamento.


 Vacinação BCG:

Toda pessoa que reside ou residiu nos últimos cinco anos com doente de hanseníase, sem presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da avaliação, deve ser examinada e orientada a receber a vacina BCG para aumentar a sua proteção contra a hanseníase. A mesma não se trata de vacina específica para a hanseníase. Estudos realizados no Brasil e em outros países verificaram que o efeito protetor da BCG na hanseníase variava de 20 a 80%, concedendo maior proteção para as formas multibacilares da doença.
Em alguns casos o aparecimento de sinais clínicos de hanseníase, logo após a vacinação, pode estar relacionado com o aumento da resposta imunológica em indivíduo anteriormente infectado.