quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

HERPES – MONSTRO DE 7 CABEÇAS???

   Mais comum do que se imagina, 90% da população mundial possui o vírus do herpes, mas 10%  não consegue criar auto-defesa no organismo para adormecê-lo. Sem cura, a doença pode ser tratada e controlada.
Provavelmente você já viu alguém com os sintomas do vírus ou você mesmo teve os sintomas. Trata-se de uma doença infecciosa bem contagiosa, geralmente benigna, causada por dois vírus da família dos Herpesviridae. O tipo 1 é conhecido comumente como herpes labial e o tipo 2, como genital, ambos são chamados de herpes simples. Existem pelo menos mais seis tipos de vírus que também são chamados de herpes, mas que apresentam diferentes sintomas e tratamentos.
Para vocês terem idéia, a catapora é causada por um subtipo do vírus herpes. Além do nome em comum, o herpes labial e genital tem outra questão similar à catapora: uma vez que o vírus se instala e se manifesta, nosso corpo combate seus sintomas, mas ele fica alojado em nosso organismo, adormecido. Ou seja, passamos a vida com o vírus, mas só desenvolvemos seus sintomas uma única vez. É assim com a maioria das pessoas que tem herpes labial e genital.
Especialistas dizem que apenas uma pequena parte da população volta a desenvolver os sintomas relacionados ao vírus e o espaçamento entre uma manifestação e outra varia, mas, em média, ocorre de quatro a seis vezes por ano.
Embora o herpes se manifeste geralmente nos lábios ou na região genital, em alguns casos pode ocorrer no nariz, olhos, bochecha, nádegas e coxa. Podem ocorrer seqüelas, então sempre procure um médico caso você suspeite.
O herpes é altamente contagioso. Depois da primeira exposição ao vírus, ocorre um período de incubação que dura cerca de três a sete dias. Durante esse espaço de tempo, não existem sintomas, e o vírus não pode ser transmitido para outras pessoas. A transmissão ocorre quando uma pessoa com o herpes manifestado encosta na pele de outra - seja o herpes labial ou genital (mesmos copos e talheres ou beijar, no caso do herpes labial). O herpes genital é mais comumente passado por meio de relações sexuais. Uma vez em contato com o vírus, a pessoa passa a ser portadora, e não há cura nem por meio cirúrgico nem por medicação.
Para a maioria das pessoas o vírus só será incômodo uma vez, ficando adormecido. Para 10% das pessoas que contêm o herpes, sua manifestação é eventual, pois elas não possuem um sistema imune eficiente para esse vírus específico. O que dá para fazer é saber os primeiros sinais de aparecimento e assim utilizar as medicações que diminuem as manifestações (ardor, coceira poucas horas antes de surgirem as lesões características do herpes, que são pequenas bolhas agrupadas, com inchaço e vermelhidão por baixo, depois se rompem e formam pequenas feridas, podem ocorrer também febre baixa e dores no corpo).
Os fatores desencadeantes variam para cada pessoa que deve ficar atenta para perceber quais os fatores que desencadeiam o processo do herpes (traumas, cansaço, estresse, exposição ao sol ou ao frio intenso e tensão emocional).
A única maneira de evitar o contágio é não entrar em contato com lesões evidentes. E, como a maioria das doenças virais, o herpes não tem cura.
Se perceber alguns dos sintomas abaixo, o ideal é procurar um médico para confirmar o diagnóstico e orientar para evitar as lesões que o vírus causa. Geralmente os sinais do vírus aparecem na seguinte ordem:
● ardência ou coceira na região labial ou genital
● vermelhidão
● inchaço da região
● pequenas bolhas agrupadas
● rompimento das bolhas e inflamação local variados

Fonte:

Dra. Sharon Schechter
Médica Clínica - COM Centro-Oeste

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